09/11/09
Salgadinho
Coisas de mulherzinha, pois é.
O meu perfume favorito vai sair de linha. Rios de lágrimas e um oceano de reais empenhado numa das últimas peças do mercado. Chora, bananeira.
Por falar em bananeira, fui escolher um hidratante para a cabeleira. Rapaz, tem até hidratante de mamão, há mocinhas por aí querendo sair com o cabelo cheirando a mamão, não é incrível? Se bobear são as mesmas que usam sabonete de chocolate e hidratante de morango.
A propósito, ganhei da minha cunhada um hidratante para a pele com aroma de baunilha. Cara, que loucura, fico enjoada de um tanto que, ó, não tem remédio melhor para deixar de comer. Eu recomendo pra você que quer fechar a boca e não sabe como.
Fica rico quem lançar um creme salgado pra passar no cu, neam, porque cu doce é foda. Cuzinho sabor... palmito, que tal? Não dizem que pepino tem ação vasoconstritora? Corre, Johnson!
O meu perfume favorito vai sair de linha. Rios de lágrimas e um oceano de reais empenhado numa das últimas peças do mercado. Chora, bananeira.
Por falar em bananeira, fui escolher um hidratante para a cabeleira. Rapaz, tem até hidratante de mamão, há mocinhas por aí querendo sair com o cabelo cheirando a mamão, não é incrível? Se bobear são as mesmas que usam sabonete de chocolate e hidratante de morango.
A propósito, ganhei da minha cunhada um hidratante para a pele com aroma de baunilha. Cara, que loucura, fico enjoada de um tanto que, ó, não tem remédio melhor para deixar de comer. Eu recomendo pra você que quer fechar a boca e não sabe como.
Fica rico quem lançar um creme salgado pra passar no cu, neam, porque cu doce é foda. Cuzinho sabor... palmito, que tal? Não dizem que pepino tem ação vasoconstritora? Corre, Johnson!
28/10/09
Dom de Iludir
Conversando com o Alex, eu falava das coisas que eu queria mudar em mim, algumas preferências das quais eu gostaria de me desfazer. Adorei a resposta, divido com vocês. É um post do blog dele, que eu recomendo.
Coisas que Não Entendo: Fazer o Que Não se Gosta
Coisas que Não Entendo: Fazer o Que Não se Gosta
Eu odeio cerveja. Ocasionalmente, até dou uma provada pra ver se é mesmo tão ruim assim. É.
Sempre que eu falo isso, alguém responde: eu também era assim. Mas tanto bebi que acostumei.
Meu deus, que mundo é esse? Será que eu e essa pessoa somos da mesma espécie?
Se você não gosta de alguma coisa, por que ficar insistindo até gostar? Com tanta coisa que você deve gostar, por que tomar algo que não gosta? E já que é pra tomar forçado uma coisa que você não gosta, por que logo cerveja? Experimente beber urina, comer merda às garfadas, sei lá.
Com o tempo, você se acostuma. Daqui a pouco, está lambendo os beiços e pedindo bis.
Pequena
Pena, o link que eu tinha como endereço de origem desta imagem não funciona mais. Era de uma moça que fazia lindos postais.*
Mudando e não mudando de assunto, o endereço do meu fornecedor de carnes para feijoada não funciona mais. O real. Uma bosta. Ele era bom e gostava de mim. O endereço do sapateiro também não funciona mais. Acho que morreu, o velhinho. Ele olhava os meus sapatos e dizia:
_ Que bela porcaria, hein?
_ Um Fernando Pires!
_ Bela porcaria.
Era ótimo, esse tiozinho. Encantadoramente mau humorado. Um fofo.
Odeio perder bons fornecedores. Até choro. Muito chato.
Pobre Pitágoras
Você deve pensar que eu sou maluca, cheia de neuroses, delírios, desassossegos, e, bingo, você acertou. As unhas são poucas para tanta parede a arranhar mas babo mansa quando meu nome dança em tua boca e esperar por aquilo que talvez nunca venha é ainda a minha melhor perspectiva; traço rotas de um ponto de fuga a outro pois já me fiz ao mar tantas vezes que não posso ocultar a verdade: a linha do horizonte é intangível, o meu caminho a paralela de excessão que nunca encontrará a tua, o infinito só existe em mim e em mim você não está. Não te prendo nem perdoo, o respeito é a grama sobre a qual um dia nos amamos, prefiro te ver correndo enquanto fico a escarafunchar minhocas, os seres subterrâneos, a terra úmida que me refresca a pele febril; porca-mãe obstinada, vaca sagrada a regurgitar, quanto mais surreal mais etérea e assim seja, bastam-me minhas próprias raízes, âncoras-grades que moldei passional, para ti um sonho que acaba à luz do sol.
*
Mais um texto velho que vem morar aqui. Paralelas, pontos de fuga. Sempre fui mal em geometria.
22/10/09
Ainda
Ontem
Até hoje perplexo
ante o que murchou
e não eram pétalas.
De como este banco
não reteve forma,
cor ou lembrança.
Nem esta árvore
balança o galho
que balançava.
Tudo foi breve
e definitivo.
Eis está gravado
não no ar, em mim,
que por minha vez
escrevo, dissipo.
Até hoje perplexo
ante o que murchou
e não eram pétalas.
De como este banco
não reteve forma,
cor ou lembrança.
Nem esta árvore
balança o galho
que balançava.
Tudo foi breve
e definitivo.
Eis está gravado
não no ar, em mim,
que por minha vez
escrevo, dissipo.
Drummond, A Rosa do Povo
20/10/09
Outra unção
Asco, no mato a carcaça um enxame de vermes. A lesma lenta rasteja na folha ao lado, gosma untuosa, tão frágil, derrete sob o sal. Frágeis e infinitos são os vermes.
Rasteja também lenta, untuosa e infinita, minha boca sobre ti. Frágil, não. Antes fulgor redivivo, o sobrevivente. Sempre a língua úmida, a palavra amorosa, a saliva que se renova como se do nada.
Fria é a noite no deserto, fria e lenta, como a lesma.
O vento traz cheiros de restos.
Rasteja também lenta, untuosa e infinita, minha boca sobre ti. Frágil, não. Antes fulgor redivivo, o sobrevivente. Sempre a língua úmida, a palavra amorosa, a saliva que se renova como se do nada.
Fria é a noite no deserto, fria e lenta, como a lesma.
O vento traz cheiros de restos.
15/10/09
à toa
Cresci ouvindo dizer que filho dá trabalho. Eu digo brincando que é um trabalhinho de merda com um puta de um salário, mas às vezes a verdade é bem outra.
Essa moça é psicóloga, pedagoga, trabalhou anos com crianças até decidir ter filhos, hoje um casal de 2 e 5 anos. Aos poucos vai me contando dos momentos em que se chegava à janela da área de serviço para chorar sozinha, perdida e impotente diante das crises de choro e agressividade dos pequenos.
Eu achava que o trabalho que os filhos davam era essa coisa de dar comida, limpar a bunda, levar para lá e para cá. Não sabia do trabalho invisível, o embate emocional constante, a vigília ininterrupta. Discutir pela milésima vez com um ser de três anos para poder escovar-lhe os dentes. O medo da janela, da doença, da maldade. A frustração diante das próprias falhas, incompetências que se revelam. Bumbos e sambalelês na sua manhã de ressaca. Elencar prioridades preterindo as suas em favor das deles. Longa lista.
O buffet infantil é uma provação à parte. Da primeira vez saí tonta, exausta, bestificada. Quanto barulho, quantas luzes piscantes, quantas e quantas vezes ajudar a subir e descer de brinquedos, quantas crianças gritando, quanto refrigerante sem gelo e salgadinho gordurento. Talvez a moçada das raves se dê melhor nesta luta, eu demorei a me recuperar.
Na segunda vez fui enquadrada na mesa dos pais da escola, que me cumprimentam e continuam a conversa:
_ O último encontro de casais foi maravilhoso.
_ Que delícia! Qual igreja vocês frequentam?
Assisto calada. As mães comentam que este não quer comer verdura, aquele morde o irmãozinho e por aí afora. Já estou escolada, faço disto uma prova de amor e como em casa antes de ir. O resto é uma sequência de suspiros.
Mas depois de tudo isso tem um bichinho me esperando de manhã, abraçado a muitos bichinhos de pelúcia, os olhos transbordantes de amor, os cabelos bagunçados. Ai, ai, então tá.
_ Vem, bichinho, dá aqui um abração.
Essa moça é psicóloga, pedagoga, trabalhou anos com crianças até decidir ter filhos, hoje um casal de 2 e 5 anos. Aos poucos vai me contando dos momentos em que se chegava à janela da área de serviço para chorar sozinha, perdida e impotente diante das crises de choro e agressividade dos pequenos.
Eu achava que o trabalho que os filhos davam era essa coisa de dar comida, limpar a bunda, levar para lá e para cá. Não sabia do trabalho invisível, o embate emocional constante, a vigília ininterrupta. Discutir pela milésima vez com um ser de três anos para poder escovar-lhe os dentes. O medo da janela, da doença, da maldade. A frustração diante das próprias falhas, incompetências que se revelam. Bumbos e sambalelês na sua manhã de ressaca. Elencar prioridades preterindo as suas em favor das deles. Longa lista.
O buffet infantil é uma provação à parte. Da primeira vez saí tonta, exausta, bestificada. Quanto barulho, quantas luzes piscantes, quantas e quantas vezes ajudar a subir e descer de brinquedos, quantas crianças gritando, quanto refrigerante sem gelo e salgadinho gordurento. Talvez a moçada das raves se dê melhor nesta luta, eu demorei a me recuperar.
Na segunda vez fui enquadrada na mesa dos pais da escola, que me cumprimentam e continuam a conversa:
_ O último encontro de casais foi maravilhoso.
_ Que delícia! Qual igreja vocês frequentam?
Assisto calada. As mães comentam que este não quer comer verdura, aquele morde o irmãozinho e por aí afora. Já estou escolada, faço disto uma prova de amor e como em casa antes de ir. O resto é uma sequência de suspiros.
Mas depois de tudo isso tem um bichinho me esperando de manhã, abraçado a muitos bichinhos de pelúcia, os olhos transbordantes de amor, os cabelos bagunçados. Ai, ai, então tá.
_ Vem, bichinho, dá aqui um abração.
13/10/09
Oiaboia
Esqueci de postar a bóia-destaque da semana passada - lembrando que aqui só valem receitas facinhas, na esperança de que meu irmão um dia descubra o meu blogue e pare de me servir peixe com mingau de maracujá.
Apesar da alcachofra da Clara ter ficado bem gostosa, o que eu mais curti na semana passada foi a carninha com moyashi. Fácil, fácil, zipt, zapt, zum.
Para 4 pessoas
1 col. sobremesa de óleo de canola
3 dentes de alho picadinhos
3 cm de gengibre ralado
600 g de filé mignon em tirinhas (ou outra carne macia, alcatra, por ex.)
2 cebolas médias em tirinhas
400 g de moyashi
pitada mínima de sal
aji no moto (opcional)
1 1/2 col chá de amido de milho
2 col chá de açúcar
100 ml shoyu
50 ml água
óleo de gergelim (opcional)
Refogue o alho e o gengibre, junte a carne. Refogue 2 minutos, salpique um nada de sal e junte a cebola. Refogue mais 2 minutos, junte o moyashi, misture e salpique o amido de milho e o açúcar, misture, junte o shoyu e a água, misture e tire do fogo quando levantar fervura. Gotas de óleo de gergelim, arroz e legumes al dente do lado e um abraço.
Apesar da alcachofra da Clara ter ficado bem gostosa, o que eu mais curti na semana passada foi a carninha com moyashi. Fácil, fácil, zipt, zapt, zum.
Para 4 pessoas
1 col. sobremesa de óleo de canola
3 dentes de alho picadinhos
3 cm de gengibre ralado
600 g de filé mignon em tirinhas (ou outra carne macia, alcatra, por ex.)
2 cebolas médias em tirinhas
400 g de moyashi
pitada mínima de sal
aji no moto (opcional)
1 1/2 col chá de amido de milho
2 col chá de açúcar
100 ml shoyu
50 ml água
óleo de gergelim (opcional)
Refogue o alho e o gengibre, junte a carne. Refogue 2 minutos, salpique um nada de sal e junte a cebola. Refogue mais 2 minutos, junte o moyashi, misture e salpique o amido de milho e o açúcar, misture, junte o shoyu e a água, misture e tire do fogo quando levantar fervura. Gotas de óleo de gergelim, arroz e legumes al dente do lado e um abraço.
08/10/09
rasteiras
Juro que hoje eu encaminhei "a spreadshit". Freud explica.
*
O biscoito ontem fez o cardápio do jantar para receber a amiguinha. Pediu alcachofras de "entrada", assim mesmo. E me falou para por touca e "aquele avental bem branquinho" para cozinhar para elas. Da próxima vez eu mando orçamento.
*
A mão na testa.
_ Ai, que dor.
_ Que é, sinusite?
_ Não, choro contido. Mas vou tomar um doril, quem sabe passa.
*
O biscoito ontem fez o cardápio do jantar para receber a amiguinha. Pediu alcachofras de "entrada", assim mesmo. E me falou para por touca e "aquele avental bem branquinho" para cozinhar para elas. Da próxima vez eu mando orçamento.
*
A mão na testa.
_ Ai, que dor.
_ Que é, sinusite?
_ Não, choro contido. Mas vou tomar um doril, quem sabe passa.
Só
Volto à varanda, preciso de ar, as mãos tapando o rosto, o que foi que eu fiz? No quarto o marido está morto.
A casa é outra e está vazia embora carregue os mesmos móveis, as mesmas sombras e perfumes de minutos atrás. O silêncio tão comum e quase amigável nas ausências dele agora é como um grito que não termina.
Fecho os olhos e lembro da sala logo ao lado, a sua poltrona, o pufe. Seus discos na prateleira. Como pode que ainda estejam lá, que linha mais torta, meu Deus! Levasse tudo com ele, junto com a sua vida os seus pertences, que me restasse a casa limpa e não um museu do que já não existe.
As mãos escondendo os olhos, debruçada no balaústre, o que foi que eu fiz? Meu grito é tão silencioso quanto a tua boca agora, meu amor. Ninguém me ouve, ninguém te ouvirá a não ser eu mesma, as palavras todas que me deste em zigue-zague eterno dentro de mim.
Repasso os passos que nos levaram até o sangue que agora banha o chão, grama e asfalto que pisamos juntos, os ventos que tocaram os nossos cabelos.
Vêm chegando os vizinhos. Enxugo as lágrimas, mas não fará diferença. Meu rosto está marcado para sempre.
A casa é outra e está vazia embora carregue os mesmos móveis, as mesmas sombras e perfumes de minutos atrás. O silêncio tão comum e quase amigável nas ausências dele agora é como um grito que não termina.
Fecho os olhos e lembro da sala logo ao lado, a sua poltrona, o pufe. Seus discos na prateleira. Como pode que ainda estejam lá, que linha mais torta, meu Deus! Levasse tudo com ele, junto com a sua vida os seus pertences, que me restasse a casa limpa e não um museu do que já não existe.
As mãos escondendo os olhos, debruçada no balaústre, o que foi que eu fiz? Meu grito é tão silencioso quanto a tua boca agora, meu amor. Ninguém me ouve, ninguém te ouvirá a não ser eu mesma, as palavras todas que me deste em zigue-zague eterno dentro de mim.
Repasso os passos que nos levaram até o sangue que agora banha o chão, grama e asfalto que pisamos juntos, os ventos que tocaram os nossos cabelos.
Vêm chegando os vizinhos. Enxugo as lágrimas, mas não fará diferença. Meu rosto está marcado para sempre.
07/10/09
Outros suspiros
Às vezes tenho saudade dos meus textos antigos. Narcisismo é pouco. Esse que vai abaixo é um querido, acho que é um post com pegada, gosto do ritmo que consegui dar a ele. Como a maioria das minhas tentativas naufraga, fico bem feliz quando uma me agrada.
Vai ficar morando aqui neste bloguinho também.
"Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!"
canta a Florbela; eu te entendo mas mesmo quando o limo toma conta das vidraças o que eu sou é transparente e não há jogos sedutores que me atraiam mais que a fria verdade da perdição das nossas ilusões e o confrontar-se; lastimar o que poderíamos ser e não somos não vale a pena e seguimos; é quase triste, é patético e medíocre e é tudo que sou.
Ainda assim tu achas alguma beleza nessa pintura errática, a vulva-criação-do-senhor, a doçura da minha nudez apesar das roupas; eu sei, é o excesso que te exaspera.
Vai ficar morando aqui neste bloguinho também.
*suspiro*
Você me enfia um dedo no meio da festa e eu sei, ah, eu sei, isso não tem nada a ver com tesão, é só você brincando com o poder, a apropriação displicente daquilo que é indubitavelmente seu e que bem por isso já não te atrai."Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!"
canta a Florbela; eu te entendo mas mesmo quando o limo toma conta das vidraças o que eu sou é transparente e não há jogos sedutores que me atraiam mais que a fria verdade da perdição das nossas ilusões e o confrontar-se; lastimar o que poderíamos ser e não somos não vale a pena e seguimos; é quase triste, é patético e medíocre e é tudo que sou.
Ainda assim tu achas alguma beleza nessa pintura errática, a vulva-criação-do-senhor, a doçura da minha nudez apesar das roupas; eu sei, é o excesso que te exaspera.
05/10/09
zumzumzum
Só na correria, vou virar maratonista.
O final de semana foi uma viagem ao Xingu. Só salvou-se o cinema com a minha best friend ever, a baixinha mais sossegada do universo. Tá chovendo hamburguer parece a continuação do Monstros e Alienígenas, gente, é tudo igualzinho! Fomos ao nosso cinema favorito, no Shopping da Lapa - sexta à noite, nós e mais 4 pessoas na sala, vaga sobrando no estacionamento, uma beleza. E a alegria dela, ah, não tem preço. Não mesmo.
O que fodeu tudo foi o almoço de ontem. O que faz as pessoas comerem mal por opção? O que faz um restaurante servir comida idiota por opção? O que faz alguém me obrigar a ir numa merda dessas? Pois a família escolheu uma merda de restaurante "natural" (???) que servia nhoque com água de tomate, hamburguer de carne de soja, frango a passarinho sem tempero (é isso que faz a comida saudável, sacou? a falta de tempero), rúcula queimada. Sobremesa? Mousse de gelatina de limão e de uva, mais uns bolos pavorosos. O lugar todo engomadinho, cheio de gente arrumadinha, estrelas globais e etc. Ódio. Ódio mortal.
Pra terminar, até as 11 da noite ralei na secretaria de um evento, das 11 à 1h fazendo cardápios de jantares e poucas horas depois acordei espirrando.
Engraçado que eu tô bem humorada. Também, ouvindo muita Ella, só podia. Isn't it a lovely day?
O final de semana foi uma viagem ao Xingu. Só salvou-se o cinema com a minha best friend ever, a baixinha mais sossegada do universo. Tá chovendo hamburguer parece a continuação do Monstros e Alienígenas, gente, é tudo igualzinho! Fomos ao nosso cinema favorito, no Shopping da Lapa - sexta à noite, nós e mais 4 pessoas na sala, vaga sobrando no estacionamento, uma beleza. E a alegria dela, ah, não tem preço. Não mesmo.
O que fodeu tudo foi o almoço de ontem. O que faz as pessoas comerem mal por opção? O que faz um restaurante servir comida idiota por opção? O que faz alguém me obrigar a ir numa merda dessas? Pois a família escolheu uma merda de restaurante "natural" (???) que servia nhoque com água de tomate, hamburguer de carne de soja, frango a passarinho sem tempero (é isso que faz a comida saudável, sacou? a falta de tempero), rúcula queimada. Sobremesa? Mousse de gelatina de limão e de uva, mais uns bolos pavorosos. O lugar todo engomadinho, cheio de gente arrumadinha, estrelas globais e etc. Ódio. Ódio mortal.
Pra terminar, até as 11 da noite ralei na secretaria de um evento, das 11 à 1h fazendo cardápios de jantares e poucas horas depois acordei espirrando.
Engraçado que eu tô bem humorada. Também, ouvindo muita Ella, só podia. Isn't it a lovely day?
02/10/09
Lisbon Revisited
Fazia tempo que eu não falava de comida por aqui, apesar de ser um dos meus assuntos favoritos. Fico meio sem jeito de ficar naquelas de fui aqui, fui ali, parece que a gente tá querendo se amostrar, né?
Apesar de andar passando muito bem aqui e acolá, só quero falar de novo do Mocotó. Fomos eu e a pequena, em busca do rango que nos faz suspirar: o PF do Rodrigo. Como eu gosto daquela comida. Já passeei pelo cardápio todo, adoro a carne de sol que ele faz e até passarinha eu encarei, mas o PF, oh, céus. Baião de dois, feijão de corda, farofa e purê do dia. Tudo tão levinho, bem feitinho, simples, delicado. Nunca tinha pensado em combinar purê e farofa, agora virou hit aqui em casa.
Aliás, por aqui não temos passado nada mal. Já pensei em trazer pra cá o destaque da semana, e nessa foi mesmo o bacalhau. Fazia tempo que eu queria fazer e desta vez deu certo, do jeito mais simples e fácil, que é também o meu preferido, o lombo no forno. Faz aí:
1 lombo de bacalhau do Porto com no mínimo 4 cm de altura (quanto mais grosso, uiuiui, melhor)
batatas descascadas
cebolas
Dessalgue o bacalhau. Eu fiz um pedaço de 1,2 kg, dessalguei por 4 dias na geladeira, trocando a água a cada 6 horas (o certo seria 3 dias, trocando a água a cada duas horas, mas, cruzes, ficar escrava de bacalhau é dose). Descasque as batatas, fatie em rodelas grossas. Use cebolas pequenas, lave bem e não descasque. Forre um refratário fundo com as rodelas de batata, ponha por cima o bacalhau, ao lado as cebolas, regue generosamente com azeite e forno. O meu ficou 1 hora e meia em forno bem baixinho, sendo regado com mais e mais azeite a cada 20 minutos. Usei o Partana extra virgem, italiano muito perfumado. Assei um pimentão e fiz um arroz de brócolis, mais umas cenouras e couve rasgada grosseiramente, branqueadas em água e sal, para colorir o prato. Sobrou nadica de nada.
Como é difícil comprar um lombo sem aquela parte da costela, eu faço o seguinte: separo a costela e faço bolinhos. Desta vez não desfiei muito, não, e ficaram uns bolinhos com lascas enormes no meio, curti. Batata asterix, aquela rosa, que é bem sequinha, e pouquíssimo ovo e farinha, o mínimo para dar alguma liga. Salsa, pouca cebola muito bem picada, e um abraço.
Apesar de andar passando muito bem aqui e acolá, só quero falar de novo do Mocotó. Fomos eu e a pequena, em busca do rango que nos faz suspirar: o PF do Rodrigo. Como eu gosto daquela comida. Já passeei pelo cardápio todo, adoro a carne de sol que ele faz e até passarinha eu encarei, mas o PF, oh, céus. Baião de dois, feijão de corda, farofa e purê do dia. Tudo tão levinho, bem feitinho, simples, delicado. Nunca tinha pensado em combinar purê e farofa, agora virou hit aqui em casa.
Aliás, por aqui não temos passado nada mal. Já pensei em trazer pra cá o destaque da semana, e nessa foi mesmo o bacalhau. Fazia tempo que eu queria fazer e desta vez deu certo, do jeito mais simples e fácil, que é também o meu preferido, o lombo no forno. Faz aí:
1 lombo de bacalhau do Porto com no mínimo 4 cm de altura (quanto mais grosso, uiuiui, melhor)
batatas descascadas
cebolas
Dessalgue o bacalhau. Eu fiz um pedaço de 1,2 kg, dessalguei por 4 dias na geladeira, trocando a água a cada 6 horas (o certo seria 3 dias, trocando a água a cada duas horas, mas, cruzes, ficar escrava de bacalhau é dose). Descasque as batatas, fatie em rodelas grossas. Use cebolas pequenas, lave bem e não descasque. Forre um refratário fundo com as rodelas de batata, ponha por cima o bacalhau, ao lado as cebolas, regue generosamente com azeite e forno. O meu ficou 1 hora e meia em forno bem baixinho, sendo regado com mais e mais azeite a cada 20 minutos. Usei o Partana extra virgem, italiano muito perfumado. Assei um pimentão e fiz um arroz de brócolis, mais umas cenouras e couve rasgada grosseiramente, branqueadas em água e sal, para colorir o prato. Sobrou nadica de nada.
Como é difícil comprar um lombo sem aquela parte da costela, eu faço o seguinte: separo a costela e faço bolinhos. Desta vez não desfiei muito, não, e ficaram uns bolinhos com lascas enormes no meio, curti. Batata asterix, aquela rosa, que é bem sequinha, e pouquíssimo ovo e farinha, o mínimo para dar alguma liga. Salsa, pouca cebola muito bem picada, e um abraço.
01/10/09
Nhamy
Não dá mesmo para fazer tudo que se precisa e quer, mas hoje deu para almoçar no Sinhá, em ótima companhia, e comer um ratatouille tão, mas tão redondinho que era assim, com o perdão da viadagem, uma primavera na boca. Manja leguminhos bem no ponto, nem duros nem moles, só perfeitos? Pois. Temperados na medida? Assim mesmo. Ó. Ainda por cima tomamos a cachaça do Sergio Faria, bela Colombina, e tinha arroz de polvo, costela, e, putz, comi duas sobremesas e meia. Ô lugar gostoso pra almoçar.
Quem quiser companhia pra ir lá pode me chamar que eu vou. :D
Quem quiser companhia pra ir lá pode me chamar que eu vou. :D
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