Minha primeira vez num motel, ele me disse que ali faziam vista grossa à entrada de menores. Podia ser meu pai, aliás foi mesmo meu pai que nos apresentou na festa do Olavo, festa louquíssima em que havia filas para cheirar sobre a tampa da privada; os adultos e seus hábitos estranhos, eu pensava.
O homem bonito de bigode se juntou a nós, Augusto, e logo já me beijava e beliscava o bico dos meus peitos por cima da blusa e sob os olhares maliciosos do meu pai. E agora, na mesma semana, ligava a televisão num programa da tarde da tv aberta e tirava a roupa.
Deitou-me e me chupou a buceta longamente; meus olhos passeavam pelas cortinas encardidas, paravam no programa de calouros, corriam os móveis e senti alguma culpa quando ele reclamou que eu parecia não gostar. Desistiu e sugeriu que eu beijasse o Junior.
_ Junior...?
Balançou o pau. Ah. Beijei.
_ Não, não assim, passe a língua, ponha na boca.
Tentei, busquei concentração e vontade mas é claro que ele logo desistiu disso também. Deita, mete, banho, roupa.
No caminho de volta à minha escola, conta da última namorada que engravidou e que discreta e elegantemente abortou por conta própria, ligando apenas para informá-lo ao fim de tudo.
Anotado, capitão. Guardei as lágrimas pra depois. Fiquei pensando se seria um problema não ter gostado quando ele me chupou, tinha medo de ser frígida e nem suspeitava que levaria anos até gozar de novo com um homem.
Acho que foi trauma que restou da minha primeira trepada. Esse moço eu tinha conhecido nas férias, voltamos a nos encontrar algumas vezes em São Paulo e numa delas fomos até a sua casa para um baseado. Deitados na cama, conversávamos quando ele começou a me masturbar sobre a calça. Nunca um homem tinha me tocado daquele jeito e nem tinha entendido direito o que estava acontecendo quando gozei, o corpo fugindo do meu controle e pertencendo a outro num estalar - ou fremir - de dedos.
_ Agora é minha vez, disse ele.
Olhei curiosa.
_Ora, você já gozou, agora eu também quero e você me ajuda.
Pediu que eu me despisse e atendi, demorou um pouco até que ele me colocasse sobre a cama do jeito que queria, de quatro e eu quase ria, o que será que ele ia fazer naquela posição tão esquisita?
Gritei quando seu pau começou a entrar no meu cu e quis me esquivar; atento, me segurou e disse que a dor logo ia passar, falou calmo que eu relaxasse e eu tentei mentalizar o exercício de relaxamento que tinha aprendido com a amiga astróloga da minha mãe. Funcionou e ele também não demorou a gozar. Depois ficou ardendo uns dias, e passou.
Fiquei achando o preço meio alto por algo que eu fazia muito bem sozinha. Gozar com outro me pareceu bem arriscado e acho que desisti.
Até conhecer a Lisa, já beirando os trinta. Mas essa é outra história.


